Código
GR04
Área Técnica
Exames de Imagem
Instituição onde foi realizado o trabalho
- Principal: ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA - UNIFESP
Autores
- DANIEL TRAHTMAN DE BOER (Interesse Comercial: NÃO)
- Ivan Maynart Tavares (Interesse Comercial: NÃO)
- Norma Allemann (Interesse Comercial: NÃO)
Título
DESAFIO NA PROPEDEUTICA: NANOFTALMO
Objetivo
Relatar achados e particularidades técnicas na propedêutica do nanoftalmo.
Relato do Caso
Homem de 63 anos refere baixa acuidade visual em ambos olhos desde a infância, com piora em olho direito nos últimos 2 anos. Antecedentes: alta hipermetropia e iridotomia periférica em ambos olhos, sem uso de colírios. Portador de diabetes mellitus tipo 2, insulino-dependente. Nega histórico familiar de doenças oculares. Exame oftalmológico: acuidade visual corrigida OD:20/160 (+16,00D); OE:20/125p (+16,00D). Tonometria OD:19mmHg; OE:15mmHg. Na biomicroscopia anterior apresentava câmara anterior rasa, iridotomia pérvia e catarata de difícil classificação devido à pobre midríase bilateral. Fundoscopia OD:impossível por opacidade de meios; OE:disco óptico róseo, bem delimitado, escavação 0.4, vasos com aumento de tortuosidade, microhemorragias e microaneurismas esparsos, retina colada. A ultrassonografia ocular (10 MHz, contato transpalpebral) demonstrou: comprimento axial OD: 15.61mm: OE: 15.29mm, abaixo da normalidade e espessamento parietal. À biomicroscopia ultrassônica (50 MHz, imersão) observou-se dificuldade técnica por: pequena amplitude da fenda palpebral, posição profunda na órbita, pouca exposição para posições longitudinais. UBM revelou: camada anterior rasa (PCA OD: 0,90 mm; OE: 1,56 mm), ângulo estreito com áreas de fechamento e “Lens Vault” acima da normalidade. A biometria óptica mostrou comprimento axial OD: 15.35mm; OE: 15.24mm. Em programação de facoemulsificação com implante de lente intraocular.
Conclusão
Nanoftalmo é uma desordem do desenvolvimento do olho que envolve dificuldades técnicas nos exames de imagem.